A neurocisticercose é uma doença que atinge o cérebro, causando infecção no sistema nervoso central.
Seu nome popular é "bicho do porco", porque muita gente pensa que o problema só se desenvolve em quem se alimenta da carne do animal.
Infelizmente, as chances de contaminação são bem maiores do que muitos imaginam.
Podemos adoecer também por causa da água poluída, das hortaliças, das frutas ou até mesmo através das mãos sujas.
Ou seja, é preciso dar atenção especial à higiene dos alimentos e do corpo.
Algumas hortaliças, por exemplo, são adubadas com fezes de animais contaminados.
Isso significa que podemos ter sérios problemas que a consumirmos.
A cisticercose é um problema de saúde bastante comum na América Latina, China, Índia e sudeste da Ásia.
Só no Brasil, há cerca de 140 mil casos de pessoas infectadas, o que resulta em lesões cerebrais gravíssimas.
A doença se desenvolve quando a larva da tênia do porco entra no sistema nervoso e o danifica.
No entanto, a cisticercose não sedesenvolve com a larva da tênia do boi.
Os principais sintomas da cisticercose são: crises convulsivas, cefaleia e distúrbio psiquiátricos.
Para diagnosticar, você deve fazer tomografia, ressonância magnética e liquor.
O tratamento deve ser feito de acordo com cada situação.
Alguns cistos são cirúrgicos, como os que apresentam processo inflamatório intenso e o paciente desenvolve hidrocefalia.
Quando as dores na cabeça são muito intensas, a saída também é a cirúrgica.
Muitas vezes, o cérebro sofre com o inchaço do cisto, o que também compromete os nervos e a medula.
Outros podem ser curados de forma mais simples.
O objetivo principal é reduzir a inflamação, mas alguns cistos podem já estar mortos.
Por isso que é importante fazer o tratamento certo para cada tipo de cisto, pois um remédio errado pode ser pior do que a doença.
Infelizmente, a doença pode se desenvolver até 20 anos depois da contaminação.
Ou seja: até lá, com os cisticercos calcificados, a pessoa pode ter muitas epilepsias.